A escolha das caixas acústicas é algo um pouco mais complexo. É preciso verificar se as caixas atendem às suas necessidades de cobertura sônica. A cobertura sônica depende fundamentalmente de dois parâmetros: ângulos de dispersão (horizontal e vertical) e sensibilidade. Em geral, os fabricantes de caixas mais baratas não oferecem quaisquer informações sobre o produto além de potência e impedância. Tente conseguir um teste das caixas no templo e veja como se comportam. Mas não esqueça de tentar obter essas informações com o vendedor, ou fabricante, se já não estiverem disponíveis. Sobre caixas ativas e passivas, acho as ativas, de longe, uma melhor opção. As vantagens são muitas:
você pode mandar o sinal mixado por meio do multicabo, economizando na compra de cabos para caixas;
praticamente elimina o problema de baixo fator de amortecimento, que é função da impedância. As resistências dos cabos se somam às impedâncias das caixas, diminuindo o fator de amortecimento, degradando o desempenho dos amplificadores. Como nas caixas ativas, os cabos são eliminados, o fator de amortecimento do amplificador embutido na caixa não sofre alteração;
ocupam menos espaço e facilitam o transporte.
A principal desvantagem é o preço mais salgado.
David Fernandes, na lista somigrejas
Por Brad Duryea, postada originalmente na Church Sound Check List (CSC List).
Só porque seu sistema de som é capaz de gerar 110 dBA não significa que você tenha que usá-lo em toda a sua capacidade. Tente manter a música baixa o suficiente para que todos ouçam, mas não tão alto de forma a gerar desconforto ou mascarar a adoração congregacional.
O volume de voz da pregação deve ser confortável, natural. Onível deve ser semelhante a uma conversação face a face. Se o volume da pregação estiver muito alto irá fatigar a congregação. 65-70 dBA é o nível recomendado para ambientes de baixo ruído.
Se algo não está soando bem, concerte na fonte. Afine a bateria, troque as cordas, mude o microfone, etc. Utilize seus ouvidos mais do que o equalizador.
Procure utilizar técnicas de microfonação adequadas. Mantenha o microfone próximo da fonte sonora e o mais afastado possível das caixas. Afaste os microfones direcionais das caixas ou fontes de sons indesejados. Dessa forma, você conseguirá maior ganho antes da realimentação e maior controle na mixagem. Entretanto, se você posicionar os microfones muito perto de fontes como um coral, provavelmente não conseguirá captar a harmonia apropriada das vozes.
Não microfone tudo. Seis microfones condensadores para um coro de 15 vozes é bobagem. Em matéria de microfonação no palco, menos é mais. Microfones em excesso confundem a mixagem e aumentam as chances de microfonia.
Seja inteligente e relativamente espartano com os efeitos. Você está mixando em uma sala com reverberação natural? Então você não precisa adicionar reverb. Use efeitos como tempero.
Processadores de dinâmica são seus amigos. Apesar das pessoas abusarem freqüentemente dos compressores, eles são ferramentas maravilhosas quando usados apropriadamente. E os gates podem ajudar a manter a mixagem limpa e prevenir microfonias.
Saiba como seu sistema de som se comporta em toda a sala. Talvez você esteja mixando próximo a uma parede e por causa disso você escute mais graves que o resto da congregação. Ou talvez a posição de sua console de mixagem não tenha cobertura direta para as altas freqüências e você estoure os ouvidos de todos com os agudos.
Selecionado por David Fernandes
1) Microfones e Cabos
compre espumas protetoras para os mics... troque-as periodicamente (no máximo de 6 em 6 meses);
oriente os usuários... mostre a eles como usar o microfone corretamente. Confira o artigo Microfones: Amigos ou Inimigos?;
com relação aos cabos, ensine aos membros de sua equipe a forma correta de enrolá-los e armazená-los (nada de enrolar no braço e depois dar um nó);
revise seus conectores a cada 6 meses... utilize sempre conectores de qualidade (Santo Ângelo, Wire Conex, Neutrik...);
faça o mesmo para os multicabos e cabos de conexão entre os equipamentos.
2) Mesas e Periféricos
sempre proteja seu set depois da utilização (case, capa, etc...). Um dos principais inimigos de equipamentos eletrônicos é a poeira;
no mínimo, a cada 3 anos, submeta sua mesa à inspeção de um técnico em eletrônica... peça a ele que meça os potenciômetros e verifique se estão dentro dos padrões... caso contrário, substitua-os... se a utilização da mesa for mais intensa, diminua o prazo para 2 anos (a poeira que entra nos potenciômetros altera seus valores).
3) Caixas
Verifique periodicamente as conexões da caixa... plugues mal conservados podem causar curto-circuito e danificar o amp;
meça a impedância do sistema caixa-cabos periodicamente... primeiro verifique a caixa separada e depois a caixa + cabo... veja se o valor de impedância sofre alteração significativa... em caso positivo, verifique o estado dos fios condutores do cabo para ver se estão enferrujando... nesse caso, troque o cabeamento.
4) Amps
mantenha seu amp longe de poeira e em local arejado;
a cada 4 anos, submeta seu amp a inspeção de rotina e verifique os transistores de potência e os dissipadores de calor... se ele possuir ventilação forçada, limpe o filtro a cada 6 meses... se a utilização for intensa, reduza os prazos acima à metade.
5) Procedimento padrão
ligue o(s) amplificador(es) por último e desligue-o(s) primeiro... sempre com os atenuadores fechados;
mantenha um histórico de cada equipamento... partindo da data em que foi comprado (se for possível), registre todas as ocorrências de manutenção executadas no aparelho... isso o ajudará a saber o tempo correto para nova inspeção.
David Fernandes
1) Ao ligar o equipamento, comece do filtro de linha (que você deve ter), depois a mesa, os periféricos em ordem, ou seja, primeiro os equalizadores, depois os compressores... e por fim os amplificadores. Na hora de desligar, siga a ordem inversa, desligando primeiro os amplificadores, depois os periféricos, depois a mesa. Isto evita que os picos de sinal produzidos na saída dos equipamentos prejudiquem os equipamentos que estão ligados neles, isso inclui também aqueles “estouros” nas caixas de som ao ligar-se o equipamento.
2) Cubra o equipamento para evitar acúmulo de poeira. As espuminhas que protegem as ventoinhas jamais devem ser retiradas. Limpe-as constantemente e recoloquem no equipamento.
3) Sempre que possível, ligue seu equipamento de som num circuito elétrico especial, somente para ele e com disjuntor próprio.
4) Aterre todo o seu equipamento em um bom aterramento! Para saber se seu terra é confiável, meça com um multímetro a tensão entre o pino terra e o neutro da rede. Deve dar uma tensão menor do que 3 volts, se der maior não ligue nada nele e procure um eletricista, seu terra não é confiável. Se der zero volts, provavelmente não há terra.
5) Procure não cortar o pino terra dos plugues dos cabos de alimentação e sim usar adaptadores, especialmente aqueles um pouquinho melhores que indicam a conexão correta da fase e do neutro.
Filippo Valiante Filho