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Sem Chiadeira #8

Revista Palco Gospel nº 8 – Coluna Sem Chiadeira

Muitas vezes um operador de áudio precisa fazer às vezes de “Disc Jockey”, sendo responsável não apenas pela execução das músicas, como pela seleção do repertório. Essas “muitas vezes” variam de uma corriqueira música de fundo a uma cerimônia de casamento, passando pela discotecagem de uma festa gospel temática. Nem sempre se pode contar a ajuda de um legítimo DJ, então vejamos o que fazer nessas situações.

Comecemos pela execução das músicas. Antes do culto, ou evento, teste e ajuste o volume e a equalização do seu “tocador”. Posicione o disco, fita, ou arquivo no início da música a ser tocada. Você pode deixar o “tocador” parado para apertar o “play”, o que em algumas situações pode ter algum atraso, ou apertar o “play” e em seguida o “pause”. Chegada a hora “H”, há duas maneiras de tocar a música: você solta a música de uma vez, já no volume correto; ou você pode fazer um “fade-in” que nada mais é que aumentar o volume gradualmente até o ponto desejado. Para finalizar a música, também é possível cortar de uma vez, ou um fazer um “fade-out”, que é a diminuição do volume aos poucos. A escolha da técnica requer sensibilidade e prática do operador; da mesma forma a velocidade da variação do volume do “fade-in” e do “fade-out”.

Outros conselhos práticos são não exagerar no panorama e nem na equalização, esta última deve estar mais para um retoque do que para uma equalização propriamente dita. Com alguma experiência, e pelo menos dois “tocadores” disponíveis, pode-se dar uma de DJ fazendo emendas de músicas com perfeição através de um fade-in e um fade-out simultâneos, soltando-se um trecho de outra música em paralelo, etc.

Ah sim, se você estranhou o termo “tocador”, é que ele pode se referir a um toca-fitas, CD, DVD, MP3 player, computador, etc.

Passando à parte da formação do repertório, sempre há o recurso de pegar alguns CDs emprestados com um amigo, ou com os irmãos que estão envolvidos no evento. Mas há um caso especial em que o operador deve estar sempre prevenido, até para salvar o evento, pena que normalmente a gente não possa cobrar cachê por isso… Estou falando dos casamentos. Portanto, se você é o operador de áudio da sua igreja, procure comprar algumas antologias de músicas clássicas e mais algum CD evangélico instrumental. Aqueles CDs que de tempos em tempos saem em revistas especializadas em falar  da vida de famosos são um verdadeiro kit de sobrevivência. Com um só CD resolve-se todo o casamento. Aliás, uma curiosidade, a tão famosa Marcha Nupcial é de Felix Mendelssohn, um compositor protestante.

Apesar da música do casamento, quer seja ao vivo, quer seja gravada, ser de responsabilidade dos noivos, ou de alguém designado por eles, acreditem, muitos se esquecem desse “pequeno” detalhe.

Durante um culto, ou outro evento, pode haver uma música em “play-back”, que já é definida com antecedência, ou a necessidade de algum fundo musical. Nesse último caso, deve-se escolher uma música cujo ritmo não destoe do momento em que será executada. Se a música for cantada, o ideal é que a letra também esteja de acordo com o contexto. E que seja um fundo musical mesmo, ou seja, que não haja competição com quem está falando.

Finalmente, procure ter um pequeno repertório estratégico para eventos diversos. Uma ou outra coletânea de músicas e CDs de bandas mais ecléticas sempre ajudam quando se tem que ser o DJ em eventos que podem ir de encontros de casais (música mais romântica), festa caipira, festa de estilos musicais específicos, festa infantil… Mesmo que você não seja o responsável por toda a discotecagem, pode rolar algumas músicas antes do evento e em alguns intervalos.

E como diz a música da banda Patmus… “DJ toque uma canção que alegre o meu coração, aperte o play toque uma canção”. Bons sons e até a próxima edição!

Filippo Valiante Filho

1 Comentário

  1. Muito legal o artigo. Precisamos de artigos como esses para nos abrir a cabeça sempre.

    Valeus!

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