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Sem Chiadeira #6

Revista Palco Gospel nº 6 – Coluna Sem Chiadeira

No último mês de setembro foram realizadas em São Paulo duas grandes feiras; a 4a Edição da Expocristã, realizada entre os dias 13 e 18, e a 22a edição da Expomusic, Feira Internacional da Música, Instrumentos Musicais, Áudio, Iluminação e Afins, realizada de 28 de setembro a 2 de outubro. A primeira, a mais importante feira ligada ao mercado evangélico e, a segunda, a maior feira da América Latina no setor. A revista Palco Gospel esteve expondo nos dois eventos e também organizando seu primeiro Festival Nacional de música na Expocristã. Com eventos de tamanha importância, esta coluna dedicada ao áudio não poderia deixar de fazer algumas considerações sobre eles.

A Expocristã tem como expositores editoras, gravadoras, confecções, rádios e TVs evangélicas. Na edição de 2004, já havia aberto espaço para alguns poucos estandes de fabricantes ou comerciantes de equipamentos de áudio e instrumentos musicais. Neste ano, a feira se abriu oficialmente para esses segmentos, contando inclusive com o apoio oficial de uma grande indústria da área e a realização de palestras específicas, ministradas por alguns dos mais renomados profissionais do setor. Sob esse aspecto a iniciativa foi muito bem sucedida; o que ocorre é que a feira acabou sendo um retrato de como está o profissionalismo do setor no meio evangélico. A qualidade de áudio nos auditórios era sofrível e a poluição sonora na feira insuportável. Moral da história, há muito que se aprender para a próxima edição, com planejamento prévio e fiscalização durante o evento. Por outro lado, porém, é preciso parabenizar os organizadores pela iniciativa que veio em boa hora e com uma feira que, apesar de já ser grande, teve apenas sua quarta edição.

A 22a edição da Expomusic teve alguns expositores (marcas e importadores) ausentes e outros retornando, ou estreando. Como de costume, foi uma oportunidade ímpar de conferir lançamentos, ver demonstrações de produtos e instrumentos, fazer contatos e ouvir música de qualidade; além de se obter um ótimo panorama da indústria nacional e é sobre este ponto que gostaria de comentar um pouco mais.

Por vias tortas e direitas, a indústria nacional foi forçada a melhorar, atualizar-se, inovar, torna-se mais competitiva. É verdade que ainda há marcas e produtos muito ruins, mas num panorama geral, a indústria está muito bem e exportando não só por razões econômicas, mas também de qualidade. Basicamente hoje, o único tipo de equipamento com que não podemos contar na indústria nacional são os digitais, algo que não só o setor, que tem feito sua parte, mas o governo precisa se mobilizar.

Os destaques da feira ficaram para as novas caixas acústicas, não só, mas especialmente os line-arrays e mesas de som de grande porte. Foi possível perceber também uma maior penetração do áudio digital. Acompanhando a feira todos os anos, não percebi grandes novidades tecnológicas, parece uma fase de consolidação de tecnologias e transição gradual, mas percebi a presença de algumas empresas oferecendo produtos e serviços de ponta em áreas tão específicas como o alinhamento de PAs ou confecção de circuitos, mais um bom sinal de amadurecimento do setor.

Enfim, quem perdeu essas feiras, é bom se planejar para não perder no ano que vem. E pra todos, além da cobertura aqui nas páginas da Palco, há uma matéria sobre os lançamentos da última Expomusic no site Áudio nas Igrejas: www.audionasigrejas.org.

Até a próxima!

Filippo Valiante Filho

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