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Sem Chiadeira #4

Revista Palco Gospel nº 4 – Coluna Sem Chiadeira

O objetivo de todos os envolvidos com áudio e música é obter o melhor som possível, certo? E a primeira coisa que vem à cabeça para isso, na maioria dos casos, é a famosa equalização, não é mesmo? Aquele famoso põe agudo, tira grave, faz uma média das médias… Mas e se eu te disser que essa deveria ser a última coisa a ser pensada? E, principalmente, a ser feita? Será que esse colunista endoidou de vez!? Vamos lá…

Pense numa voz ou instrumento cujo som será captado por um microfone. Opa, microfone!? Há diversos tipos, modelos e aplicações de microfones. Cada instrumento ou vocal se adaptará melhor a um deles. Há também diversas formas de se microfonar. E o resultado sonoro também varia com a distância da fonte de som ou a direção para onde o microfone é apontando. Só pra contar um “causo” histórico, a microfonação das guitarras dos Beatles era feita por trás do combos (“cubos”). Eles inventaram uma história que era pra deixar o palco mais arrumadinho. Será mesmo? O resultado é um som mais pesado e encorpado e esse era o real motivo. Isso há uns 40 anos…

E os músicos? O resultado sonoro final não depende pura e simplesmente do instrumento. Descontando-se ainda o instrumentista, há uma série de coisas como o combo e sua regulagem, o processador de efeitos, a programação do processador de efeitos, o encordoamento (guitarra, baixo, etc.), o timbre selecionado (teclados) e a lista poderia ir bem longe.

E nos sistemas de sonorização em si? PA e retornos? A primeira coisa que deve ser cuidada é a acústica do ambiente… Acreditem, sai muito mais barato e com resultado muito melhor! No ajuste do sistema em si, o primeiro passo é o posicionamento das caixas acústicas, depois o ajuste do crossover (se houver) e dos atenuadores dos amplificadores. Somente então partimos para a equalização, que já será bem menos “exigida”.

Há ainda a enorme influência dos cabos e plugues utilizados e também as técnicas que podem ser utilizadas por vocalistas, instrumentistas e operadores, para extrair o melhor som em cada situação.

O tema é bastante amplo e daria origem a diversos artigos extensos. Revisando: microfones, microfonação, cabeamento, seleção de timbres, ajuste de instrumentos, técnicas de execução, técnicas de operação, projeto acústico, alinhamento de sistemas e os que não entraram por esquecimento ou falta de espaço.

Viram quanta coisa influencia no som, antes da famosa equalização? São esses “pequenos detalhes” que têm capacidade de influir mais até do que o melhor dos equalizadores. Espero que possa ter ampliado um pouco seus horizontes sobre como obter o melhor som. Munam-se de conhecimento, experiência e criatividade. Ouvidos e mãos à obra!

Filippo Valiante Filho

1 Comentário

  1. Olá!!! sou Cristão e não conhecia este SITE, agora que fiquei conhecendo tenho aprendido bastante com as dicas de vocês valeu. Sou tecladista e operador de áudio.
    Fica na Paz de cristo……

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