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Sem Chiadeira #3

Revista Palco Gospel nº 3 – Coluna Sem Chiadeira

Olá!

Desta vez vamos falar sobre efeitos, defeitos e outros feitos desses equipamentos. Mas o que é um efeito? Já que misturamos todos os sons no mixer, podemos dizer que os efeitos são o “tempero” da mistura. Mas é só tempero e não o prato principal, viu!? Assim como nos filmes, os efeitos especiais dão um toque final, ou um “toque especial”, sem substituir uma boa história, com um bom roteiro, fotografia, elenco, etc.

No nosso caso, ao invés de elenco, roteiro… Devemos ter uma boa música, bons músicos, bons instrumentos e captados de forma adequada. Daí, finalmente, chegamos ao processador de efeitos. Agora é só temperar a gosto, mas lembre-se que o prato é pra muita gente… Tem que ter muito bom gosto e bom senso.

Os temperos mais usados são salsinha, orégano… Ops! Quero dizer que os efeitos mais usados são: reverberação (reverb); delay e eco (echo); e o coro (chorus). Mas existem vários outros como flanger, phaser, auto pan, tremolo, distorção, etc.

A reverberação simula a sonoridade de um ambiente. Assim, você pode simular a sonoridade de um estádio, uma catedral, um ginásio, teatro, cinema, estúdio, sala grande, sala pequena… Você poderá notar a ambiência simulada nos nomes dos reverbs. Também existem reverbers “pré-fabricados” para instrumentos de percussão, de orquestra, ou mesmo narração.

O delay introduz um atraso no som. Se ele for pequeno, pode dar mais corpo. Se passar da conta, pode dar aquela embolada. Agora, atraso demais, mas tão atrasado que a repetição só comece depois que o som original tiver terminado, vira eco, eco, eco, eco…

O chorus produz o efeito de um coro de vozes, indo de um modesto trio a um imenso coral.

Como funcionam os processadores de efeitos? O efeito é gerado a partir do som original e misturado a ele novamente. Essa mistura é controlada por um botão mix, dry/wet, ou similar. Dizemos que um som sem efeito é seco (dry), enquanto que o com efeito é “molhado” (wet)…

Como são ligados os processadores? Nas mesas de som, o mais comum é enviarmos o sinal para o processador através de um auxiliar post-fader e retornarmos o sinal processado em um aux return, ou em um canal normal. Nos combos de instrumentos, podemos utilizar as conexões effect loop, ou ligarmos o instrumento diretamente no processador de efeito e, a saída deste no combo.

Sobre a utilização dos efeitos… Este é um item que renderia uma dez colunas, então, vamos à receita mais prática e resumida: pegue um microfone e um CD; ligue seu processador de efeitos; abra o manual do dito cujo (tire o pó se necessário, esse negócio é pra ler e ter sempre à mão e não pra deixar na gaveta empoeirando!)  e… Bom divertimento! Fuce até cansar e não esqueça de testar as dicas do manual para experimentar o efeito em violões, ou em vozes femininas, etc.

E para terminar, já dizia um amigo meu que – efeito errado, ou efeito demais, é defeito!

Um 2005 de sons puros e cristalinos!

Filippo Valiante Filho

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