A escolha das caixas acústicas é algo um pouco mais complexo. É preciso verificar se as caixas atendem às suas necessidades de cobertura sônica. A cobertura sônica depende fundamentalmente de dois parâmetros: ângulos de dispersão (horizontal e vertical) e sensibilidade. Em geral, os fabricantes de caixas mais baratas não oferecem quaisquer informações sobre o produto além de potência e impedância. Tente conseguir um teste das caixas no templo e veja como se comportam. Mas não esqueça de tentar obter essas informações com o vendedor, ou fabricante, se já não estiverem disponíveis. Sobre caixas ativas e passivas, acho as ativas, de longe, uma melhor opção. As vantagens são muitas:
a) você pode mandar o sinal mixado por meio do multicabo, economizando na compra de cabos para caixas;
b) praticamente elimina o problema de baixo fator de amortecimento, que é função da impedância. As resistências dos cabos se somam às impedâncias das caixas, diminuindo o fator de amortecimento, degradando o desempenho dos amplificadores. Como nas caixas ativas, os cabos são eliminados, o fator de amortecimento do amplificador embutido na caixa não sofre alteração;
c) ocupam menos espaço e facilitam o transporte.
A principal desvantagem é o preço mais salgado. (DF, na lista somigrejas)
No site do estúdio curitibano Click (http://www.clickaudioworks.com.br/) é possível (re)mixar on line alguns dos trabalhos lá gravados. Para isso acesse o site do estúdio e clique no botão "mixer". Há várias músicas disponíveis que podem ser carregadas nos controles do "player". Depois de apertar o play... Para cada canal pode-se ajustar o volume ou acionar os botões de solo e mute. No master, além do volume é possível ajustar o panorama (PAN). É bastante interessante pela originalidade da idéia e pela prática proporcionada aos iniciantes em áudio. (FVF)
Por Brad Duryea, postada originalmente na Church Sound Check List (CSC List).
Manutenção Preventiva do Equipamento de Áudio
1) Microfones e Cabos
- compre espumas protetoras para os mics... troque-as periodicamente (no máximo de 6 em 6 meses);
- oriente os usuários... mostre a eles como usar o microfone corretamente. Confira o artigo Microfones: Amigos ou Inimigos?;
- com relação aos cabos, ensine aos membros de sua equipe a forma correta de enrolá-los e armazená-los (nada de enrolar no braço e depois dar um nó);
- revise seus conectores a cada 6 meses... utilize sempre conectores de qualidade (Santo Ângelo, Wire Conex, Neutrik...);
- faça o mesmo para os multicabos e cabos de conexão entre os equipamentos.
2) Mesas e Periféricos
- sempre proteja seu set depois da utilização (case, capa, etc...). Um dos principais inimigos de equipamentos eletrônicos é a poeira;
- no mínimo, a cada 3 anos, submeta sua mesa à inspeção de um técnico em eletrônica... peça a ele que meça os potenciômetros e verifique se estão dentro dos padrões... caso contrário, substitua-os... se a utilização da mesa for mais intensa, diminua o prazo para 2 anos (a poeira que entra nos potenciômetros altera seus valores).
3) Caixas
- Verifique periodicamente as conexões da caixa... plugues mal conservados podem causar curto-circuito e danificar o amp;
- meça a impedância do sistema caixa-cabos periodicamente... primeiro verifique a caixa separada e depois a caixa + cabo... veja se o valor de impedância sofre alteração significativa... em caso positivo, verifique o estado dos fios condutores do cabo para ver se estão enferrujando... nesse caso, troque a cabeação.
4) Amps
- mantenha seu amp longe de poeira e em local arejado;
- a cada 4 anos, submeta seu amp a inspeção de rotina e verifique os transistores de potência e os dissipadores de calor... se ele possuir ventilação forçada, limpe o filtro a cada 6 meses... se a utilização for intensa, reduza os prazos acima à metade.
5) Procedimento padrão
- ligue o(s) amplificador(es) por último e desligue-o(s) primeiro... sempre com os atenuadores fechados;
- mantenha um histórico de cada equipamento... partindo da data em que foi comprado (se for possível), registre todas as ocorrências de manutenção executadas no aparelho... isso o ajudará a saber o tempo correto para nova inspeção.
(DF)
Conhecendo os sons dos instrumentos de percussão
Para um operador de áudio é fundamental conhecer os intrumentos musicais. Ele precisa saber “quem é quem”, como microfonar e, principalmente, qual o som de cada um. Este link dentro da Biblioteca Virtual da USP irá ajudá-lo bastante: www.bibvirt.futuro.usp.br/sons. Clique em “Percussões do Brasil”. (FVF)
O software Super Dooper Music Looper, disponível no site www.musiclooper.com permite criar músicas a partir de loops, como se fosse um DJ, ou neste nosso exercício, como se estivesse mixando um CD. Nele é possível escolher qual o instrumento em cada uma das 8 faixas, em que tempo eles irão tocar e com qual volume.
Experimente e estude em que volume deve ficar cada instrumento para que possa ser uvido e também não atrapalhe os outros. Você vai perceber aquela coisa difícil de convencer de que o que fica com o volume mais alto na mesa de som não é a voz! E aposto que o contrabaixo terá um dos volumes mais altos... Duvida? Então teste.
No site clique em “Get It” para baixar a versão demo ou use-a on line em www.musiclooper.com/flashdemo.htm, ambas são suficientes para o treino. Há algumas músicas já prontas ou você pode continuar brincando criando as suas próprias. (FVF)
Longa vida à seu equipamento de áudio
1) Ao ligar o equipamento, comece do filtro de linha (que você deve ter), depois a mesa, os periféricos em ordem, ou seja, primeiro os equalizadores, depois os compressores... e por fim os amplificadores. Na hora de desligar, siga a ordem inversa, desligando primeiro os amplificadores, depois os periféricos, depois a mesa. Isto evita que os picos de sinal produzidos na saída dos equipamentos prejudiquem os equipamentos que estão ligados neles, isso inclui também aqueles “estouros” nas caixas de som ao ligar-se o equipamento.
2) Cubra o equipamento para evitar acúmulo de poeira. As espuminhas que protegem as ventoinhas jamais devem ser retiradas. Limpe-as constantemente e recoloquem no equipamento.
3) Sempre que possível, ligue seu equipamento de som num circuito elétrico especial, somente para ele e com disjuntor próprio.
4) Aterre todo o seu equipamento em um bom aterramento! Para saber se seu terra é confiável, meça com um multímetro a tensão entre o pino terra e o neutro da rede. Deve dar uma tensão menor do que 3 volts, se der maior não ligue nada nele e procure um eletricista, seu terra não é confiável. Se der zero volts, provavelmente não há terra.
5) Procure não cortar o pino terra dos plugues dos cabos de alimentação e sim usar adaptadores, especialmente aqueles um pouquinho melhores que indicam a conexão correta da fase e do neutro. (FVF)